Moto GP

Desde 1904, com a criação da FICM (Fédération Internationale des Clubs Motocyclistes), ocorrem provas de motociclismo de alta cilindrada na Europa. Após a Segunda Grande Guerra, em 1949, os critérios foram melhor definidos e surgiram as disputas de 500cc, 350cc, 250cc e 125cc. Apareceram, então, os primeiros campeões: os britânicos Leslie Graham (AJS) e Freddie Frith (Velocette) nas cilindradas maiores e os italianos Bruno Ruffo (Moto Guzzi) e Nello Pagani (Mondial) nas menores.

As marcas italianas dominaram o motociclismo europeu até o início dos anos 1960, com Gilera e MV Agusta revezando-se entre os títulos. A partir da década de 1960, com a FICM se transformando em FIM (Federação Internacional de Motociclismo), a indústria japonesa decidiu começar a competir, desembarcando com Honda, Suzuki e Yamaha. No entanto, nas cilindradas mais altas (350cc e 500cc) a combinação entre a MV Agusta e o lendário Giácomo Agostini ainda rendeu mais conquistas à marca italiana, que ganhau 10 títulos em cinco anos (entre 1963 e 1968). 

Nos anos 1970 e 1980, a "categoria rainha" começou a ganhar mais profissionalismo e a atrair mais fabricantes. Marcas como Bultaco, Kreidler, Morbidelli e Kawasaki, além da norte-americana Harley Davidson, também começaram a competir. Até a Honda, que havia se retirado por 12 anos, decidiu retornar em 1983. Foi uma volta revolucionaria, com uma maquinaria a 4 tempos, e que levou Freddie Spencer ao título daquele ano. 

Spencer e mais um grupo de grandes pilotos, como Eddie Lawson, Randy Mamola, Wayne Rainey e Kevin Schwantz, dominaram os anos 1990. Com o início do novo século, a FIM promoveu alterações drásticas na "categoria-rainha". Em 2001 foi disputado o último campeonato com as motos contendo 500cc. Valentino Rossi foi o campeão naquele ano.

A partir de 2002, os equipamentos passaram a ter motores de 990cc a 4 tempos na "categoria-rainha", que passou a se denominar MotoGP, e que abrangeu também 125cc e 250cc. Nas temporadas recentes, as categorias mais baixas têm sido dominadas por jovens revelações europeias, como os espanhóis Jorge Lorenzo, Dani Pedrosa e Marc Márquez. Esse trio passou a competir na MotoGP e a rivalizar com o mito Valentino Rossi, principalmente a partir de 2012, quando a categoria elevou a cilindrada para 1.000.

Maiores lendas da MotoGP
Giacomo Agostini (Itália), 15 títulos (122 vitórias em todas as classes) 
Mick Doohan (Austrália), 5 títulos (54 vitórias em todas as classes) 
Geoffrey Duke (Grã-Bretanha), 6 títulos (33 vitórias em todas as classes) 
Mike Hailwood (Grã-Bretanha), 9 títulos (76 vitórias em todas as classes) 
Daijiro Kato (Japão), 1 título (17 vitórias em todas as classes) 
Wayne Gardner (Austrália), 1 título (18 vitórias em todas as classes) 
Eddie Lawson (EUA), 4 títulos (31 vitórias em todas as classes) 
Anton Mang (Alemanha), 5 títulos (42 vitórias em todas as classes) 
Angel Nieto (Espanha), 13 títulos (90 vitórias em todas as classes) 
Wayne Rainey (EUA), 3 títulos (24 vitórias em todas as classes) 
Phil Read (GRã-Bretanha), 7 títulos (52 vitórias em todas as classes) 
Kenny Roberts (EUA), 3 títulos (24 vitórias em todas as classes) 
Jarno Saarinen (Finlândia), 1 título (15 vitórias em todas as classes) 
Kevin Schwantz (EUA), 1 título (25 vitórias em todas as classes) 
Barry Sheene (Grã-Bretanha), 2 títulos (23 vitórias em todas as classes) 
Freddie Spencer (EUA), 3 títulos (27 vitórias em todas as classes) 
John Surtees (Ggrã-Bretanha), 7 títulos (38 vitórias em todas as classes) 
Carlo Ubbiali (Itália), 9 títulos (39 vitórias em todas as classes) 
Casey Stoner (Austrália), 2 títulos (45 vitórias em todas as classes)
Valentino Rossi (Itália), 9 títulos (114 vitórias em todas as classes)

 

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