Fórmula 1

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    Ecclestone esteve no comando da F1 durante quatro décadas.

Ecclestone detona F1 atual e se diz contra calendário longo

Ex-chefão da categoria diz que categoria sofre "supersaturação como no tênis"
Por: Murilo - 17/09/2019 07:15:00

O ex-chefão da F1, Bernie Ecclestone, acredita que quanto menos eventos, mais valorizados eles serão. Ecclestone esteve no comando da F1 durante quatro décadas e no período a categoria ganhou proporções mundiais, glamour e dinheiro. Foi ele o responsável pelo aumento de 16 provas por temporada.

“Definitivamente, 24 são demais. 16 corridas são suficientes. Quanto mais corridas houver, mais o produto será desvalorizado. Já vimos essa supersaturação no tênis. Existem 100 torneios, mas apenas dez são importantes. Se houver apenas 16 corridas, os organizadores terão que pagar mais. E eles pagarão. Porque o seu evento é ainda mais valioso devido à escassez”, afirmou.

Foi durante a passagem de Bernie que a F1 chegou a ter 20 provas pela primeira vez, em 2012. Em outro momento da entrevista, ele disse que não vê a necessidade de tantas mudanças nas regras para 2021. Daqui a dois anos, aF1 terá um conjunto de novidades nos carros e novos regulamentos técnicos e esportivos.

“Não vejo motivo para uma grande mudança. Nesse caso, teria que mudar algo drasticamente. Por exemplo, voltando aos motores naturalmente aspirados. Não precisamos de um limite de orçamento. Se os regulamentos técnicos forem bem escritos, não há razão para isso. Você apenas precisa garantir que não seja necessário investir muito dinheiro para obter bons tempos”, disse.

Ecclestone também criticou a atual pontuação do campeonato, que foi inserida também em sua gestão. “Eu nunca quis esse sistema de pontuação. Teria preferido as medalhas. Quem ganhar mais medalhas de ouro se tornará o campeão do mundo. Isso o força a lutar pela vitória. Onde está a motivação para disputar alguns pontos? Você nunca estará equilibrado”, afirmou.

Sobre os atuais pilotos, o ex-chefão alegou que a punição imposta a Sebastian Vettel no GP do Canadá afetou diretamente a confiança do alemão. “Ele parece ter perdido alguma coisa. A pior coisa que puderam fazer foi a punição em Montreal. Foi completamente errado e desnecessário. Isso, de alguma forma, danificou a confiança de Sebastian no esporte. Sua ação não era perigosa”, opinou.

“Quanto menos penalidades, melhores as corridas. As penalidades só devem existir quando alguém faz algo realmente perigoso ou estúpido. Não se esqueça: existem 20 pilotos na pista. Deixe-os correr! Quando os detemos, eles não são mais pilotos”, concluiu o ex-chefão da F1.

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