Fórmula 1

  • Crédito: Tom Gandolfini/AFP

    Pastor Maldonado pode ter feito sua última corrida na F1 em Abu Dhabi.

Renault anuncia pilotos em janeiro

Vagas para substituir Romain Grosjean e Pastor Maldonado estão bem concorridas
Por: Agência EFE - 05/12/2015 10:09:12

O presidente da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, espera que a montadora seja competitiva em três anos no seu retorno à Fórmula 1 e afirmou que os pilotos que conduzirão os novos carros da escuderia serão anunciados em janeiro. Romain Grosjean competirá pela Haas em 2016 e Pastor Maldonado dificilmente seguirá na escuderia, pois seu patrocinador, a petrolífera venezuelana PDVSA, estaria devendo US$ 50 milhões à Lotus.

Em entrevista publicada sexta-feira pelo jornal francês "Le Figaro", Ghosn disse que a Renault anunciará no início do próximo ano "a organização, os objetivos, os pilotos e a estratégia" da escuderia, que volta ao grid da categoria depois da saída em 2010.

"Acredito que, dado o entusiasmo de nossas equipes, em três anos poderemos ser competitivos. Seguiremos desenvolvendo nossa atividade em motores, mas em interesse de nossa escuderia. Negociamos em particular com a Red Bull", afirmou.

Desde 2010, a montadora francesa se limitava a produção de motores para outras equipes, o que, segundo Ghosn, não permitia que a Renault recuperasse o investimento feito na Fórmula 1.

Diante desse problema, a empresa tinha duas opções: sair definitivamente ou voltar a ter uma equipe própria. O "entusiasmo" que há dentro da Renault pela Fórmula 1 levou o presidente a escolher pela segunda opção. "Somos o segundo construtor que mais ganhou corridas e títulos de Fórmula 1, atrás da Ferrari, mas à frente da Mercedes", indicou o executivo brasileiro que dirige a Renault.

Para voltar à Fórmula 1, a Renault acertou a compra da escuderia Lotus, que atualmente conta com o piloto francês Romain Grosjean e o venezuelano Pastor Maldonado. A montadora francesa venceu dois títulos mundiais em sua passagem pela categoria, ambos com o espanhol Fernando Alonso, em 2005 e 2006.

Ghosn explicou que a repartição dos direitos de televisão é mais favorável atualmente do que quando a Renault decidiu abandonar o grid e afirmou que a "solidez financeira" da empresa permite bancar a nova aventura na Fórmula 1.

Além disso, a Renault espera aproveitar as tecnologias desenvolvidas para os carros de corrida em modelos "sport" comerciais. O grupo também precisa reforçar sua marca em alguns mercados, segundo o presidente, e "a Fórmula 1 será uma excelente forma de fazer isso".

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