Fórmula 1

  • Crédito: Divulgação/Williams

    Felipe Massa e Felipe Nasr estiveram juntos na Williams: time Brasil se limita a eles.

Brasil pode ficar sem pilotos em 2017

Felipe Massa e Felipe Nasr estão garantidos até o final de 2016 e não há sucessor imediato
Por: Altair Santos - 05/01/2016 13:39:17

Pela primeira vez, desde a estreia de Emerson Fittipaldi, em 1970, o automobilismo brasileiro pode não ter nenhum piloto na Fórmula 1 a partir de 2017. Os dois representantes nacionais na categoria - Felipe Massa e Felipe Nasr - estão garantidos até o final da temporada de 2016 em suas respectivas escuderias: Williams e Sauber. Pior: não há um sucessor imediato.

Aos 34 anos, Felipe Massa já frequenta a lista dos pilotos que devem realizar a última temporada na F1 em 2016. Segundo a imprensa inglesa, esse deve ser o último ano do brasileiro na categoria, assim como o do britânico Jenson Button e do finlandês Kimi Raikkonen. Massa renovou seu contrato com a Williams somente para 2016.

Ao mesmo tempo, a escuderia britânica já pensa no futuro. Antes mesmo do final da temporada 2015, a Williams anunciou a contratação do canadense Lance Stroll, de 17 anos, como seu terceiro piloto. O competidor corre na Fórmula 3 Europeia e em 2015 foi campeão da Toyota Racing Series, na Nova Zelândia.

Em 2016, Lance Stroll seguirá competindo na F3 Europeia, mas monitorado de perto pela Williams. Além disso, passará a frequentar os boxes da escuderia na F1. "Identificamos Lance como um talento promissor para o futuro e estamos felizes em fornecer nosso apoio ao desenvolvimento dele como piloto. Estamos ansiosos para trabalhar com Lance em 2016 e compartilhar o sucesso que ele pode alcançar no futuro", afirmou Claire Williams, diretora da equipe.

O objetivo da Williams é fazer com Lance Stroll o que fez com Valtteri Bottas, que também foi tutelado pela equipe. “A Williams tem uma longa história de nutrir os jovens condutores no início de suas carreiras na F1. David Coulthard, Jenson Button, Nico Rosberg, Nico Hulkenberg e, mais recentemente, Valtteri [Bottas] são alguns deles. Meu futuro agora é na Williams, e eu estou muito animado", disse Lance Stroll.

Ano decisivo para Nasr

Quanto a Felipe Nasr, 23 anos, sua carreira viverá um momento decisivo na F1 em 2016. Em seu primeiro ano na Sauber, o brasiliense pontuou logo na primeira prova - tornando-se o único brasileiro a pontuar na corrida de estreia – e terminou a temporada superando o companheiro de equipe, o sueco Marcus Ericsson. Neste ano, a Sauber promete um carro mais competitivo e projeta estar no Q3 na maior parte das provas, além de sonhar com pódios.

Patrocinado pelo Banco Brasil, que injeta US$ 10 milhões (R$ 40 milhões) por ano na escuderia suíça, Nars tem um apoio financeiro forte para se sustentar na Fórmula 1, mas sabe que também precisa de resultados. Sua situação é semelhante à do venezuelano Pastor Maldonado, que tende a se garantir na Renault em 2016 graças ao patrocínio da PDVSA (petrolífera espanhola), que até 2015 pagava US$ 50 milhões (R$ 200 milhões) pela vaga na Lotus – recentemente adquirida pela Renault.

No horizonte, não há sucessores imediatos para Massa e Nasr na Fórmula 1. Na GP2, categoria de acesso da Fórmula 1, o Brasil tem apenas um representante: André Negrão, 23 anos, que estreou em 2014 e ainda busca se afirmar no campeonato. Ele compete pela Arden Motorsport, onde já correram Lewis Hamilton, Nico Rosberg, Romain Grosjean e Nico Hulkenberg. Pesa contra Negrão a idade, já que estão chegando pilotos cada vez mais novos na F1 – vide Max Verstappen, que estreou na categoria com 17 anos.

Três jovens promessas

Outros nomes que têm potencial para competir na F1 são Pedro Piquet e Sergio Sette Câmara, além de Pietro Fittipaldi. Porém, são projetos para daqui a dois, três anos. Os sobrenomes Piquet e Fittipaldi dispensam apresentações, mas é Sette Câmara que tem uma estratégia melhor definida para se aproximar da principal categoria do automobilismo mundial. O piloto recentemente passou a ser tutelado pela Red Bull, e passou a integrar a Red Bull Junior Team – porta de entrada para jovens competidores chegarem à escuderia da Fórmula 1. Esse caminho foi trilhado por Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, os dois atuais pilotos da Red Bull.

Desde Emerson Fittipaldi, o Brasil já teve 27 pilotos na Fórmula 1 e acumula oito títulos na categoria. Além dos dois de Emerson (1972 e 1974), tem os tricampeonatos de Nelson Piquet (1981, 1983 e 1987) e Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991).

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