Fórmula 1

  • Crédito: Manu Fernandes/AP

    Piloto espanhol acredita que circuito urbano pode favorecer a McLaren.

Alonso conhece circuito de Baku

Em entrevista, piloto elogia sede do novo GP da Europa e o compara a Mônaco
Por: Agência AFP - 09/03/2016 14:13:46

O espanhol Fernando Alonso, da McLaren conheceu nesta terça-feira o palco do novo Grande Prêmio da Europa, em Baku, e elogiou em entrevista à AFP o traçado na capital do Azerbaijão, que, segundo ele, é o circuito urbano mais rápido do mundo.

A 100 dias da prova, que será disputada no dia 19 de junho, o bicampeão mundial falou sobre suas expectativas a menos de duas semanas do início da nova temporada da F1, no dia 20 de março, na Austrália.

O piloto de 34 anos foi o último a vencer o GP da Europa, quando foi realizado em Valência, na Espanha, em 2012.

O que você achou do traçado de Baku?

Temos que entender que será o circuito urbano mais rápido do mundo, com velocidades de ponta podendo chegar a 340 km/h, comparáveis apenas com o circuito de Monza. Gostei muito do que vi. Acho que será um circuito único, e difícil de ser comparado com os outros.

Você acha interessante o fato da F1 estar explorando novos territórios?

Esta corrida será muito importante para a F1, que está se tornando cada vez mais internacional, e se abrindo para novos países. Estamos em todas as regiões do mundo agora. Talvez ainda faltem os Estados Unidos, onde a F1 ainda não é muito popular. Já existe o GP de Austin, no Texas, e espero que teremos outras corridas por lá.

Circuitos urbanos costumam ter mais acidentes. Isso pode favorecer a McLaren, que não faz mais parte da nata da F1?

Os circuitos urbanos, como Mônaco e Cingapura, onde tudo pode acontecer, podem acabar tendo resultados surpreendentes. Sempre proporcionam oportunidades para escuderias menos competitivas. Estou ansioso para participar desse GP em Baku, para tentar aproveitar até a menor oportunidade que possa aparecer.

O que você espera de 2016, depois de uma temporada de 2015 complicada (a McLaren terminou em nono do campeonato de construtores)?

Tivemos muitos problemas de confiabilidade e o desempenho do carro não foi bom. Neste ano, o motor é totalmente diferente e redesenhamos várias peças que eram pontos fracos. Também tivemos que melhorar muitas coisas do ponto de vista aerodinâmico.

Qual é sua meta para 2016?

Temos que terminar todas as corridas na zona de pontuação, e lutar pelo pódio durante a segunda parte da temporada. Essa é a nossa meta. Ainda não temos a força necessária, mas sabemos o que temos que mudar.

O que você mudaria no regulamento da F1?

O regulamento é complexo demais. Para pessoas normais, pessoas da rua, a F1 é um esporte difícil de ser acompanhado, e às vezes fechado demais. Acho que deveria facilitar um pouco as regras, para aproximar o esporte dos fãs.

Seu contrato com a McLaren vai até 2017. Pretende honrá-lo até o fim, mesmo se a temporada de 2016 for tão decepcionante quanto 2015?

Vou continuar pilotando em 2017, porque a nova regra resultará em carros muito diferentes e certamente mais rápidos. Vou ver até que ponto tenho prazer em pilotar esses carros e só depois decidirei se quero permanecer alguns anos a mais na F1.

Você ainda sonha em ganhar as 24 horas de Le Mans?

Gostaria de vencer em Le Mans, mas também em Indianapolis. Mas é muito complicado ganhar as 500 milhas, porque não estou acostumado aos circuitos ovais, à moda americana. Ainda gostaria de participar das 24 horas de Le Mans um dia. Sabe, velhos pilotos gostam de grandes desafios e grandes corridas.

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